segunda-feira, 1 de setembro de 2014

LiteraSampa na Bienal

Bienal contou com a participação dos integrantes do LiteraSampa. Bel Santos Mayer e Eduardo Alencar estiveram na mesa e o grupo de jovens Escritureiros apresentou o cortejo.
Momento de rica troca literária.
Em breve, depoimentos dos participantes.


Eduardo Alencar, Bel Santos Mayer e Elisa Campos Machado

Escritureiros apresentam o Cortejo Literário

  Concurso Literário 2014

    Este ano o LiteraSampa realizará o Concurso Literário com a participação das crianças, adolescentes e jovens das bibliotecas do polo. Com o tema “Esta Comunidade também é minha”, puderam contar e ilustrar o dia-a-dia do seu bairro e seus desejos de mudança através da escrita de diários. Inspirados na escritora Carolina Maria de Jesus, os participantes foram incentivados a escrever. Os diários foram entregues e estão em processo de avaliação e seleção.  O evento de premiação será realizado no IV LiteraSampinha no dia 12/09 na Biblioteca Infanto Juvenil Monteiro Lobato. Em breve maiores informações. 
Escritureiros compartilham retorno da Flip

1.      O coletivo LiteraSampa - formado por um grupo de organizações sociais - vem trabalhando duro na promoção e sustentação da leitura literária. Conquistando novos leitores e os inspirando para que eles, por sua vez, conquistem outros leitores, resultando numa espiral virtuosa.

Com essa perspectiva vem investindo muito na formação dos jovens onde as mudanças já são percebidas. Na segunda-feira dia 25/08, o grupo “Escritureiros (Aventureiros da Escrita de Parelheiros) compartilhou na reunião mensal  do LiteraSampa, a sua 2ª participação na Flip, que este ano homenageou Millôr Fernandes. Com grande entusiasmo contaram sobre a sua participação e a expectativa de realizar a FLIPA (Feira Literária de Parelheiros). Tiveram a oportunidades de conhecer autores e ilustradores, entrevistar outros jovens e organizadores da FLIP, conheceu projetos e escolas que desenvolvem projetos de leitura. Os jovens também mostraram sua alegria apresentando o cortejo no sarau e na praça, coma músicas folclóricas e as poesias. 



Clube de Leitura na Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura

Realizado na quarta-feira dia 27/08 em uma ensolarada tarde no jardim da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, em Parellheiros, o Clube de Leitura se encheu com as vozes dos jovens ao se depararem com o livro "Malala".
A riqueza do conteúdo apresentado no livro trouxe grandes momentos de reflexão e conversa sobre os direitos das mulheres e principalmente pensando no lugar que a educação ocupa no mundo.
O grupo se identificou com a história de Malala, de como uma menina tão jovem teve coragem de lutar pelo direito à liberdade.
Fica a dica de leitura, vale a pena.




















A bala que a atingiu na cabeça ía acompanhada do medo, e do receio pelo desconhecido que nos regimes teocratas e nas ditaduras políticas estão na génese dos comportamentos violentos e castradores que geraram cortes e fracturas incuráveis, ao longo da história da civilização. 

Abafar a amplitude térmica, originada por uma pluralidade de vozes, faz parte da necessária convergência para a atemorização social, para a fossilização intelectual, para a arena cínica onde se morre confuso com o silêncio do mundo. 

Talvez por isso se apontem as armas às pedras. Talvez por isso necessitem de reduzir a escombros o património do Mundo. Talvez por isso a destruição dos Budas de pedra que repousavam nas rochas antigas de Bamiyan. 
Cada cratera, aberta pela loucura fundamentalista, reflecte um guião de inseguranças e incertezas conduzido por um regime que apela a um hipócrita retrocesso do mundo.

Contrariando a sede de mudança, os talibans escoraram os medos do seu tecnocracismo no segmento da população que é por natureza submisso à oportunista adulteração das regras do Corão. Dependentes da vontade dos homens e admoestadas, porque enfermas de pecado, as mulheres fizeram-se para procriar e gerir os segredos da casa, não para estudar, trabalhar, proferir opinião ou adquirir lugares de destaque na sociedade civil. Porque não sendo iguais serão, necessariamente, orwelianamente diferentes. Por isso, há que silenciar as que causam mal estar, as que perturbam o todo deprimente orgânico social, criando caminhos alternativos por entre a decadência e a lama dos ditadores, caminhando com o peito cheio de ilusões apelando aos ventos que ditam os segredos da mudança. 

Malala, a jovem de 16 anos que foi baleada quando regressava da escola, cresceu num dos três países geograficamente localizados no “Eixo do Mal”. A sua voz incómoda foi em crescendo produzindo ecos constituindo uma preocupante transgressão à inércia da evolução. Com uma tónica beauvoiriana no seu discurso, Malala subiu, segura e tranquila, ao palco das Nações Unidas, apelando à igualdade de oportunidades, à cultura, à educação e à erradicação do mito da castração feminina, em nome da paz. 

Desvalorizando as consequências nefastas da cultura para todos, num universo teocrático e essencialmente masculino, Malala exaltou o temor que a valorização individual feminina exerce junto de alguns ditadores, ainda agarrados ao espírito primevo da moca, com um discurso reiterado sobre a desconstrução da personalidade igualitária da mulher. Malala será, certamente, uma das potenciais candidatas ao Nobel da Paz. Segundo a Time, agrada-nos que seja uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Agrada-nos sempre a superior influência da PAZ.

Fonte: http://manifesto-surrealista.blogspot.com.br/2013/07/malala-young-peace-radicals.html