domingo, 21 de fevereiro de 2016

LiteraSampa com novas bibliotecas

O LiteraSampa cresceu! 

No dia 12 de fevereiro a equipe realizou um encontro com o grupo ampliado, a pauta do dia: Plano de ação LiteraSampa 2016 que será apresentado ao IC&A para o triênio 2016-2018.
Estão chegando para fazer parte do LiteraSampa novas bibliotecas comunitárias que tem feito a diferença em seus territórios. São elas:
Brechoteca (Achadouros de histórias)- Zona Sul;
CEDECA Sapopemba- Zona leste;
Biblioteca Mundo dos livros, da ONG Nova era, novos tempos (Mauá); 
Biblioteca Solano Trindade- Zona leste.
Em breve os links e mais informações sobre os novos Literas.
Ah! Neste ano a Associação Maria Flos Carmeli será a responsável em apresentar nossa proposta!


Carolina de Jesus: a precursora da literatura marginal (e não só isso)



No vídeo, pesquisadora da FAPESP aponta aspectos extraordinários da escrita de Carolina de Jesus.
Quem foi Carolina?
“A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago.”
– Carolina Maria de Jesus, em “Quarto de despejo”, 1960.
A escritora nasceu em Sacramento MG, 1914 – São Paulo SP. Autora de diários e romance e também poeta. De família pobre, composta por mais sete irmãos, trabalha desde a infância.
Sua escolaridade se resume aos dois anos que frequenta o Colégio Allan Kardec, provavelmente em 1923 e 1924. Neste ano, muda-se com a família para uma fazenda em Lageado, Minas Gerais, onde trabalham como lavradores. Retorna a Sacramento, em 1927, e, por causa das dificuldades econômicas, migra para Franca, São Paulo, em 1930, passando o primeiro ano na fazenda Santa Cruz e, depois, na cidade, onde trabalha como ajudante na Santa Casa de Franca, auxiliar de cozinha e doméstica. Com a morte da mãe em 1937, vai para São Paulo em busca de melhores condições de vida.
De 1948 a 1961, reside na favela Canindé, sobrevivendo como catadora de papel e ferro velho. Em 1958, o jornalista Audálio Dantas, numa reportagem sobre a inauguração de um playground no Canindé, conhece Carolina e se interessa pelos seus 35 cadernos de anotações em forma de diário, e publica um artigo na Folha da Noite. Em 1959, trabalhando na revista O Cruzeiro, o jornalista divulga trechos dos relatos escritos pela autora e, posteriormente, empenha-se na publicação que reúne esses relatos, Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, lançado em 1960, com notável sucesso editorial.
Carolina muda-se para uma casa que consegue comprar no bairro de Santana e mantém o diário com registros do que lhe acontece ali, depois editados em Casa de Alvenaria: Diário de uma Ex-favelada, em 1961. Em 1963, publica Pedaços da Fome, seu único romance, que tem pouca repercussão.
Em função dos contínuos desentendimentos com seus editores, bem como das dificuldades enfrentadas para manter-se em evidência e adaptar-se à vida no bairro de classe média, muda-se para um sítio no bairro de Parelheiros, São Paulo, em 1969, onde é praticamente esquecida pelo mercado editorial, apesar de algumas tentativas de voltar à cena literária. Após sua morte, são editadas obras escritas entre 1963 a 1977, das quais a mais significativa é Diário de Bitita, com suas memórias de infância e juventude, inicialmente lançado na França.”
Biografia trazida do Templo Cultural Delfos, onde poderá ser encontrado amplo material sobre a escritora.
http://www.revistapazes.com/carolina-de-jesus-a-precursora-da-literatura-marginal-e-nao-so-isso/

A sabedoria dos livros infantis: 8 trechos incríveis de A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga


DestaqueListasMatérias Literárias
A Bolsa Amarela foi o primeiro livro que eu li. Eu estava na Classe de Alfabetização, tinha mais ou menos 6 anos, e nunca me esqueci nem da história, nem da capa, nem do nome da autora e muito menos do que o livro me ensinou.
Ele conta a história de Raquel, uma menina que tem 3 grandes vontades: crescer, ser menino e escrever. Sem saber o que fazer com essas vontades que não param de crescer e sem encontrar eco na família, atolada demais para dar atenção às vontades da única criança da casa, Raquel as enfia numa bolsa amarela velha que ganha de uma tia. Mas as vontades não param de crescer, e a bolsa vai ficando sem espaço para aquelas coisas enormes que moram dentro dela.
Apesar de ser um livro infantil, A Bolsa Amarela é leitura profunda: fala para nós, adultos, talvez até mais do que para os pequenos. Talvez porque já tenhamos aprendido, à duras penas, que às vezes precisamos de bolsas amarelas pra guardar nossas vontades.
Selecionamos, então, 8 trechos do livro que vão nos mostrar que as crianças, às vezes, sabem mais da vida do que quem já é gente grande:

“(…) ela contou que eu continuava a maior inventadeira do mundo. Aí foi aquela crise: o pessoal todo ficou contra mim. Fui dormir na maior fossa de ser criança podendo tão bem ser gente grande. Não era pra eu ter inventado nada; saiu sem querer. Sai sempre sem querer, o que é que eu posso fazer?”

“Fiquei uma porção de dias pensando no meu pessoal pra ver se entendia por que é que eles zangavam tanto comigo. Acabei desistindo também: gente grande é uma turma muito difícil de entender.”

“Se o pessoal vê as minhas três vontades engordando desse jeito e crescendo que nem balão, eles vão rir, aposto. Eles não entendem essas coisas, acham que é infantil, não levam a sério. Eu tenho que achar depressa um lugar pra esconder as três: se tem coisa que eu não quero mais é ver gente grande rindo de mim.”

“Às vezes a gente quer muito uma coisa e então acha que vai querer a vida toda. Mas aí o tempo passa. E o tempo é o tipo de sujeito que adora mudar tudo. Um dia ele muda você e pronto: você enjoa de ser pequena e vai querer crescer.”

“Eu achei aquilo tão impressionante! É claro que eu já tinha visto gente com mania de dizer que a gente tem que ganhar dos outros, tem que ser a primeira disso, a primeira daquilo, mas nunca pensei que alguém tinha que ganhar tanto assim.”


“Fui fingindo o tempo todo que a bolsa amarela não pesava tanto assim. Mas pra falar a verdade ela pesava mais que um elefante.”

 “E de repente todo mundo tava lá lutando pra abrir a minha bolsa. Minha. Minha. Minha! E eu ali sem poder fazer nada. Ah, se eu fosse gente grande! Quem é que ia abrir a minha bolsa assim à força se eu fosse gente grande? quem?”

“- Você não vai mais esconder as vontades dentro da bolsa amarela?
– Não. Elas viram que eu tava perdendo a vontade delas, então perguntaram se podiam ir embora. Eu falei que sim. Elas quiseram saber se podiam ir que nem pipa e eu disse ‘claro, ué’.”

http://notaterapia.com.br/2016/01/28/a-sabedoria-dos-livros-infantis-8-trechos-incriveis-de-a-bolsa-amarela-de-lygia-bojunga/


BIBLIOTECA DE FERNANDO PESSOA COM MAIS DE 1100 LIVROS ESTÁ DISPONÍVEL ONLINE


Antes, a biblioteca pessoal do poeta podia apenas ser consultada na Casa Fernando Pessoa mas, agora, já podemos encontrar todo o acervo online, constituído por 1142 livros. Está disponível desde 2010.
As obras podem ser pesquisadas por ano, ordem alfabética e por categorias temáticas e é também possível encontrar algumas páginas com manuscritos do próprio Pessoa.
Todas as páginas dos volumes e manuscritos foram digitalizados e podem ser consultados página a página ou após o download completo de uma obra.
Esta iniciativa reuniu uma equipa de investigadores, incluindo Jerónimo Pizarro, e o apoio da Fundação Vodafone Portugal que possibilitaram a digitalização integral e publicação online da biblioteca. Segundo Pizarro, neste repositório podemos encontrar várias “anotações, comentários, traduções e outros diversos tipos de textos em prosa e em verso, para além de desenhos, horóscopos e exercícios caligráficos” do poeta.
Uma forma de eternizar e louvar todo o trabalho do maior poeta da língua portuguesa.
Para acessar o acervo, clique aqui.
Fonte: Shifter.
https://curadoriacolunastortas.wordpress.com/2016/01/26/fernando-pessoa/

Carta de Guimarães Rosa conta os segredos de Sagarana



A obra Sagarana, de João Guimarães Rosa completa em 2016, 70 anos, sendo um de seus grandes clássicos.

O Portal Vermelho, traz em seu caderno Prosa, Poesia e Arte matérias, fragmentos e documentos em homenagem ao escritor.

Confira então, uma carta envida por Guimarães Rosa ao amigo e também autor João Condé, onde faz relatos inéditos sobre Sagarana.

Prezado João Condé,

Exigiu você que eu escrevesse, manu propria, nos espaços brancos deste seu exemplar deSagarana, uma explicação, uma confissão, uma conversa, a mais extensa, possível — o imposto João Condé para escritores, enfim. Ora, nem o assunto é simples, nem sei eu bem o que contar. Mirrado pé de couve, seja, o livro fica sendo, no chão do seu autor, uma árvore velha, capaz de transviá-lo e de o fazer andar errado, se tenta alcançar-lhe os fios extremos, no labirinto das raízes. Graças a Deus, tudo é mistério.

Algo, porém, tem de ser dito. Ao autor o que é do autor, mas a João Condé o que é de João Condé.

Assim, pois, em 1937 — um dia, outro dia, outro dia... — quando chegou a hora de oSagarana ter de ser escrito, pensei muito. Num barquinho, que viria descendo o rio e passaria ao alcance das minhas mãos, eu ia poder colocar o que quisesse. Principalmente, nele poderia embarcar, inteira, no momento, a minha concepção-do-mundo.

Tinha de pensar, igualmente, na palavra “arte”, em tudo o que ela para mim representava, como corpo e como alma; como um daqueles variados caminhos que levam do temporal ao eterno, principalmente.

Já pressentira que o livro, não podendo ser de poemas, teria de ser de novelas. E — sendo meu — uma série de Histórias adultas da Carochinha, portanto.

Rezei, de verdade, para que pudesse esquecer-me, por completo, de que algum dia já tivessem existido septos, limitações, tabiques, preconceitos, a respeito de normas, modas, tendências, escolas literárias, doutrinas, conceitos, atualidades e tradições — no tempo e no espaço. Isso, porque: na panela do pobre, tudo é tempero. E, conforme aquele sábio salmão grego de André Maurois: um rio sem margens é o ideal do peixe. 

Aí, experimentei o meu estilo, como é que estaria. Me agradou. De certo que eu amava a língua. Apenas, não a amo como a mãe severa, mas como a bela amante e companheira. O que eu gostaria de poder fazer (não o que fiz, João Condé!) seria aplicar, no caso, a minha interpretação de uns versos de Paul Éluard: ...“o peixe avança nágua, como um dedo numa luva”... Um ideal: precisão, micromilimétrica.

E riqueza, oh! riqueza... Pelo menos, impiedoso, horror ao lugar-comum; que as chapas são pedaços de carne corrompida, são pecados contra o Espírito Santo, são taperas no território do idioma.

Mas, ainda haveria mais, se possível (sonhar é fácil, João Condé, realizar é que são elas...): além dos estados líquidos e sólidos, por que não tentar trabalhar a língua também em estado gasoso?!

Àquela altura, porém, eu tinha de escolher o terreno onde localizar as minhas histórias. Podia ser Barbacena, Belo Horizonte, o Rio, a China, o arquipélago de Neo-Baratária, o espaço astral, ou, mesmo, o pedaço de Minas Gerais que era mais meu. E foi o que preferi. Porque tinha muitas saudades de lá. Porque conhecia um pouco melhor a terra, a gente, bichos, árvores.

Porque o povo do interior — sem convenções, “poses” — dá melhores personagens de parábolas: lá se veem bem as reações humanas e a ação do destino: lá se vê bem um rio cair na cachoeira ou contornar a montanha, e as grandes árvores estalarem sob o raio, e cada talo do capim humano rebrotar com a chuva ou se estorricar com a seca.

Bem, resumindo: ficou resolvido que o livro se passaria no interior de Minas Gerais. E compor-se-ia de 12 novelas. Aqui, caro Condé, findava a fase de premeditação. Restava agir.

Então, passei horas de dias, fechado no quarto, cantando cantigas sertanejas, dialogando com vaqueiros de velha lembrança, “revendo” paisagens da minha terra, e aboiando para um gado imenso. Quando a máquina esteve pronta, parti. Lembro-me de que foi num domingo, de manhã.

O livro foi escrito — quase todo na cama, a lápis, em cadernos de 100 folhas — em sete meses; sete meses de exaltação, de deslumbramento.

(Depois, repousou durante sete anos; e, em 1945, foi “retrabalhado”, em cinco meses, cinco meses de reflexão e de lucidez).

Lá por novembro, contratei com uma datilógrafa a passagem a limpo. E, a 31 de dezembro de 1937, entreguei o original, às 5 e meia da tarde, na Livraria José Olympio. O título escolhido era “Sezão”; mas, para melhor resguardar o anonimato, pespeguei no cartapácio, à última hora, este rótulo simples: “Contos” (título provisório, a ser substituído) por Viator. Porque eu ia ter de começar longas viagens, logo após.

Como já disse, as histórias eram doze: 

I) — O burrinho pedrês — Peça não profana, mas sugerida por um acontecimento real, passado em minha terra, há muitos anos: o afogamento de um grupo de vaqueiros, num córrego cheio.

II) — A volta do marido pródigo — A menos “pensada” das novelas do Sagarana, a única que foi pensada velozmente, na ponta do lápis. Também, quase não foi manipulada, em 1945.

III) — Duelo — Aqui, tudo aconteceu ao contrário do que ficou dito para a anterior: a história foi meditada e “vivida”, durante um mês, para ser escrita em uma semana, aproximadamente. Contudo, também quase não sofreu retoques em 1945.

IV) — Sarapalha — Desta, da história desta história, pouco me lembro. No livro, será ela, talvez, a de que menos gosto.

V) — Questões de família — História fraca, sincera demais, meio autobiográfica, malrealizada. Foi expelida do livro e definitivamente destruída.

VI) — (Uma história de amor — Um belo tema, que não consegui desenvolver razoavelmente. Teve o mesmo destino da novela anterior).

VII) — Minha gente — Por causa de uma gripe, talvez, foi escrita molemente, com uma pachorra e um descansado de espírito, que o autor não poderia ter, ao escrever as demais.

VIII) — Conversa de bois — Aqui, houve fenômeno interessante, o único caso, neste livro, de mediunismo puro. Eu planejara escrever um conto de carro-de-bois com o carro, os bois, o guia e o carreiro. Penosamente, urdi o enredo, e, um sábado, fui dormir, contente, disposto a pôr em caderno, no domingo, a história (n. 1). Mas, no domingo caiu-me do ou no crânio, prontinha, espécie de Minerva, outra história (n. 2) — também com carro, bois, carreiro e guia — totalmente diferente da da véspera. Não hesitei: escrevi-a, logo, e me esqueci da outra, da anterior. Em 1945, sofreu grandes retoques, mas nada recebeu da versão pré-histórica, que fora definitivamente sacrificada.

IX) — Bicho mau — Deixou de figurar no Sagarana, porque não tem parentesco profundo com as nove histórias deste, com as quais se amadrinhara, apenas, por pertencer à mesma época e à mesma zona. Seu sentido é outro. Ficou guardada para outro livro de novelas, já concebido, e que, daqui a alguns anos, talvez seja escrito.

X) — Corpo fechado — Talvez seja a minha predileta. Manuel Fulô foi o personagem que mais conviveu “Humanamente” comigo, e cheguei a desconfiar de que ele pudesse ter uma qualquer espécie de existência. Assim, viveu ele para mim mais umas 3 ou 4 histórias, que não aproveitei no papel, porque não tinham valor de parábolas, não “transcendiam”.

XI) — São Marcos — Demorada para escrever, pois exigia grandes esforços de memória, para a reconstituição de paisagens já muito afundadas. Foi a peça mais trabalhada do livro.

XII) — A hora e vez de Augusto Matraga — História mais séria, de certo modo síntese e chave de todas as outras, não falarei sobre o seu conteúdo. Quanto à forma, representa para mim vitória íntima, pois, desde o começo do livro, o seu estilo era o que eu procurava descobrir.

Por ora, Condé, aqui está o que eu pude relembrar, acerca do Sagarana. Se você quiser, eu poderei contar, mais tarde —, num exemplar da 2ª edição — algumas passagens históricas, ocorridas entre o dia 31 de dezembro de 1937 e a data em que o livro foi entregue à Editora Universal. Serve?

Com o cordial abraço do
Guimarães Rosa
http://www.cordisnoticias.com.br/2016/02/carta-de-guimaraes-rosa-conta-os.html?m=1

Aconteceu no LiteraSampinha

INTERVENÇÃO: O CORDEL POR UM FIO
Hoje, a Confraria da Paixão realizou uma intervenção de cordel, participando do V SEMINÁRIO LITERASAMPINHA & PRÊMIO LITERÁRIO 25 ANOS DO ECA - SOU GENTE, TENHO DIREITOS, realizado pelo LiteraSampa.
O evento foi realizado na Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque, em São Paulo e contou com a presença de mais de 120 crianças, além dos educadores e organizadores.
A tarde foi pra lá de especial, onde o poeta Tranquilino Soares apresentou para as crianças e jovens, vários cordéis de sua autoria.
As crianças, a partir de cinco anos e também os jovens, participaram atentamente da apresentação, proporcionando momentos de interatividade, permeados por muita alegria, singeleza e emoção.
Após a apresentação houve a premiação dos alunos, por seus cordéis e xilogravuras. E bote mais emoção! Pois este ano os alunos trabalharam o cordel como temática e a produção foi imensa. Sem falar na excelência dos trabalhos realizados.
Nossos PARABÉNS aos dirigentes da Entidade, aos Educadores e também aos alunos, pela acolhida, pelo pioneirismo da iniciativa e também pelo brilhante resultado.
Nossos especiais agradecimentos a todos. Para a Confraria, além de participar deste evento muito especial, foi também uma grande honra poder estar entre crianças e jovens tão amáveis e tão acolhedores.
VIVA ESTES GRANDES E ABNEGADOS MESTRES!
O EVENTO DE HOJE NOS DÁ A CERTEZA DE QUE O BRASIL AINDA É UM PAÍS POSSÍVEL!
E QUE O FUTURO ESTÁ NAS CRIANÇAS E JOVENS!
Luiz de Assis Monteiro
Saiba mais da Confraria :  https://www.facebook.com/ConfrariaDaPaixao/?fref=ts