O Grupo dos Escritureiros realizou mais um Cine Debate com um
grande filme
Aconteceu em abril, na Biblioteca Comunitária Caminhos da
Leitura, mais um Cine Debate agora com o filme “O Diário de Anne Frank”.
Escolhido pelos próprios jovens, que, acolhidos em um
ambiente aconchegante, se emocionou com a história da menina de apenas 13 anos
que conta sua história regada de medos, desafios e esperança.
Após o filme um silêncio instalou-se. Apenas lágrimas e
olhares indignados naquele ambiente que trazia as instigantes inquietações de Anne
Frank.
A partir das palavras de Anne: “- Quero continuar
vivendo depois de morta.” o debate teve início.
A essência de Anne Frank em acreditar na liberdade, em
sonhar que tudo podia ser diferente provocou nos jovens o desejo de lutar pelos
seus sonhos e pensar como a sociedade os trata. Trouxeram a questão do
preconceito, violência, estupro, situações complicadas com a família, que como
Anne, conseguem lidar.
O grupo trouxe as questões do jovem na sociedade de hoje.
Seus sonhos e desejos, suas inquietações.
Refletiram sobre a importância do diário, como uma forma de
manter a memória viva que hoje em dia acaba se perdendo com o avanço
tecnológico.
O filme traz uma visão de mundo que muitos não enxergam.
O grupo pode traçar um paralelo com o filme anterior,
"Escritores da Liberdade", que traz também a questão da guerra entre
gangues e os sonhos.
O filme emocionou, instigou, mexeu, levou todos há outros
tempos, outras épocas, trouxe questões diversas que continuam incomodando e que
deve continuar as discussões para a transformação.
“Liberdade e uma reflexão se somos realmente livres. Como
a mídia nos aprisiona e nos influencia. Sempre há alguém ditando regras. O
jovem quer mudança. Hoje, ainda aprisionados, continuamos morrendo. Corpos
livres, mentes fechadas. O que é democracia?”