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O 2º Encontro presencial do Curso de Educação à Distância aconteceu no sábado dia 17/01.
O tema do encontro foi ilustração e teve início com um bate-papo com o ilustrador Maurício Negro.
Bel Santos conversou com Maurício sobre suas ilustrações, suas inspirações e influências.
Suas obras inspiradas na natureza, na mitologia, no meio ambiente, étnicos, fantásticos, na brasilidade e africanidade, traz beleza e riqueza ao seu trabalho.
Maurício falou sobre a narrativa e a ilustração e como uma completa a outra.
Em breve veja um vídeo sobre este bate-papo.
No segundo momento deste encontro foi desenvolvida uma oficina de ilustração. Com um aprofundamento da obra de 3 grandes ilustradores: André Neves, Denise Nascimento e Don Wood.
Os grupos mediados por Bel Santos, Cida Jurado e Valdirene Rocha, fizeram uma rica discussão sobre as obras apresentadas e puderam conhecer mais profundamente os ilustradores e suas obras.
"A ilustração atrai o olhar do sujeito que se deslumbra e se volta sobre o que vê, para interagir com o texto, ou seja, com a nova realidade apresentada pela imagem. Em síntese, a ilustração convida o leitor a viver uma experiência estética, não se trata apenas de observar uma obra artisticamente executada, percebendo seus materiais ou técnicas de produção, mas ao recebê-la, percebê-la, senti-la , deixar-se levar pela emoção que aquele conjunto, artisticamente constituído, provoca."
Foi assim que a conversa iniciou sendo provocados. Cada um se apresentou associando a imagem a sua vida.
Falar sobre ilustração como objeto de arte e o poder que ela exerce na narrativa não é assunto fácil. É preciso de desprender dos estereótipos e enxergar a imagem como algo maior e uma narrativa que vai enriquecer a história.
Deixar-se levar pela imagem e soltar a imaginação é algo muito importante neste processo de leitura de imagens.
Depois deste dia tão rico, com certeza cada um de nós verá a ilustração com outros olhos!
Quando aprendi a ler, a vantagem que me adveio foi mínima:
Aqueles versos simplórios de rimas emparelhadas não forneciam informações
inspiradoras [...]
Seja como for, eu preferia ignorar as linhas escritas e continuar na minha
ocupação favorita de fantasiar “em cima” das figuras, imaginando a continuação.
(CALVINO, 1990).