sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Polêmica sobre livro Caçadas de Pedrinho de Monteiro Lobato


E o livro Caçadas de Pedrinho está dando o que falar. Depois de a Academia Brasileira de Letras se manifestar contra o parecer do Conselho Nacional de Educação, que pedia que o livro de Monteiro Lobato não fosse mais adotado nas escolas por seu conteúdo supostamente racista, escritores como Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Pedro Bandeira, Ziraldo e outros mostraram-se contra a decisão, que ainda espera homologação do MEC. E neste fim de semana, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) divulgou carta enviada ao ministro da Educação Fernando Haddad solicitando que o órgão “defenda o valor da literatura como bem inestimável da cultura humana, não homologando o parecer do CNE”. 


Veja a carta na íntegra: http://www.blogdogaleno.com.br/texto_ler.php?id=9095&secao=6


Fonte: PublishNews / Blog do Galeno

Um comentário:

  1. No geral sou contra a censura, mas... depois de ler este livro para entender a polemica fico agradecido de nao te-lo lido quando crianca. E acho que quem eh contra a suspensao nao deve te-lo lido tambem. Digo que nao cabe como livro de formacao para criancas de 10 anos ou menos. Nesta fase se desenvolvem conceitos e entendimentos que ficarao para o resto da vida. Notem que isto nao eh censura, pois o livro pode continuar a ser vendido e lido sem alteracoes respeitando a obra do autor.

    Do mesmo modo que um livro com forte conteudo erotico, por mais classico que seja, nao pode ser adotado em escolas primarias, um livro repleto de citacoes depreciativas aa figura do Negro (sem falar na violencia gratuita contra animais) ali representado por Tia Anastacia tambem nao deveria.

    As citacoes sao muitas vezes grosseiras, ofensivas e sem um proposito no contexto da estoria. Como certas cenas picantes de alguns filmes que, se retiradas, nao alterariam em nada o seu conteudo.
    Fiquei com a impressao que certas cargas de Lobato na descricao das cenas de Anastacia, estao ali somente para reforcar o que ele provavelmente pensava do Negro e do lugar que ele deveria ocupar na sociedade.
    Comum a epoca do autor, mas totalmente fora de sentido nos dias atuais. Nada que mereca ser perpetuado. (desculpe a ausencia dos acentos)

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