Em Fernando Pessoa, plural como o universo, o público tem a oportunidade de conhecer, ou reconhecer, algumas das personas do poeta português, que se revelam nos versos assinados por seus heterônimos – personagens-poetas com identidade própria – e por Pessoa, “Ele-mesmo”, e a observar a interação entres esses e outros vários personagens literários criados, simultaneamente, ao longo de seus 47 anos de vida. Com curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith e projeto cenográfico assinado por Helio Eichbauer, a exposição mostra toda a multiplicidade da obra de Pessoa e pretende conduzir o visitante a uma viagem sensorial pelo universo do poeta, fazendo-o ler, ver, sentir e ouvir a materialidade de suas palavras.
Essa é a primeira vez que o Museu da Língua Portuguesa abriga uma exposição sobre um autor português. Depois de homenagear grandes nomes da literatura brasileira, como Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Machado de Assis, o Museu apresenta a vida-obra ou obra-vida do poeta, autor do verso “Viver não é necessário; o que é necessário é criar”, por meio de textos, imagens e vídeos. O visitante tem a chance de ver algumas raridades, como a primeira edição do livroMensagem, único publicado por ele em vida, e os dois números da revista Orpheu, um marco do modernismo em Portugal.
Durante o percurso da exposição Fernando Pessoa, plural como o universo, o visitante entrará em contato com os versos de Alberto Caeiro, o “poeta da natureza”; Ricardo Reis, médico e discípulo de Caeiro; Álvaro de Campos, um engenheiro de educação inglesa e origem portuguesa; Bernardo Soares, autor do Livro do Desassossego e considerado pelo próprio Pessoa um semi-heterônimo porque, como seu próprio criador explica, "não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e afetividade’; e de Pessoa, “Ele-mesmo”, considerado pelo próprio um ortônimo, em tom de ironia. Estarão expostos também poemas de heterônimos menos conhecidos e de algumas de suas personalidades literárias, como o Barão de Teive, o prosador suicida.
A exposição Fernando Pessoa, plural como o universo ficará em cartaz até o dia 30 de janeiro de 2011 e é uma realização da Fundação Roberto Marinho e do governo do Estado de São Paulo através do Museu da Língua Portuguesa (administrado pela Organização Social de Cultura Poiesis), com patrocínio da Rede Globo, do Itaú, do Banco Caixa Geral - Brasil e da Fundação Calouste Gulbenkian e apoio do Consulado Geral de Portugal, em São Paulo, da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, do Centro Cultural dos Correios, do Rio de Janeiro, e do Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Exposição Fernando Pessoa, plural como o universoAté 30 de janeiro de 2011
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro
Tel.: (11) 3326-0775
www.museudalinguaportuguesa.org.br
Ingresso: R$ 6,00 (pagamento somente em dinheiro).
O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 18h. A bilheteria fica aberta de terça a domingo, das 10h às 17h. Nas últimas terças-feiras de cada mês, o museu permanece aberto até 22h (a bilheteria fecha sempre uma hora antes).
Estudantes com carteira de estudante do ano e documento de identidade pagam meia-
entrada. Crianças com até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam ingresso,
bem como professores da rede pública.
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro
Tel.: (11) 3326-0775
www.museudalinguaportuguesa.org.br
Ingresso: R$ 6,00 (pagamento somente em dinheiro).
O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 18h. A bilheteria fica aberta de terça a domingo, das 10h às 17h. Nas últimas terças-feiras de cada mês, o museu permanece aberto até 22h (a bilheteria fecha sempre uma hora antes).
Estudantes com carteira de estudante do ano e documento de identidade pagam meia-
entrada. Crianças com até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam ingresso,
bem como professores da rede pública.
Fonte: Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Participe comentando!