Ah! Não Posso
Se uma frase se pudesse
Do meu peito destacar;
Uma frase misteriosa
Como o gemido do mar,
Em noite erma, e saudosa,
De meigo, e doce luar.
Ah! se pudesse!... mas muda
Sou, por lei, que me impõe Deus!
Essa frase maga encerra,
Resume os afetos meus;
Exprime o gozo dos anjos,
Extremos puros dos céus.
Entretanto, ela é meu sonho,
Meu ideal inda é ela;
Menos a vida eu amara
Embora fosse ela bela.
Como rubro diamante,
Sob finíssima tela.
Se dizê-la é meu empenho,
Reprimi-la é meu dever:
Se se escapar dos meus lábios,
Oh! Deus, - fazei-me morrer!
Que eu pronunciando-a não posso
Mais sobre a terra viver.
O MUQUIFU - Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos, tem se tornado mais um espaço da difusão do pensamento da mulher negra no Brasil. No dia 21 de julho, durante o CHÁ DA DONA JOVEM, iremos tratar sobre a produção literária de uma afro-brasileira no século XIX: MARIA FIRMINA DOS REIS, quando teremos oportunidade de conhecer um pouco mais sobre sua OBRA e sua História. O Professor e pesquisador, professor aposentado da UFMG, prof. dr. Eduardo de Assis Duarte irá nos apresentar parte de seus estudos sobre o tema.
Maria Firmina dos Reis nasceu na Ilha de São Luís, no Maranhão, em 11 de outubro de 1825. Foi registrada como filha de João Pedro Esteves e Leonor Felipe dos Reis. Mulata, bastarda, era prima do escritor maranhense Francisco Sotero dos Reis por parte da mãe. Em 1830, mudou-se com a família para a vila de São José de Guimarães, no continente, município de Viamão. Viveu parte de sua vida na casa de uma tia materna mais bem situada economicamente. Em 1847, concorreu à cadeira de Instrução Primária nessa localidade e, sendo aprovada, ali mesmo exerceu a profissão, como professora de primeiras letras, de 1847 a 1881.”3
Mulata e bastarda, enfrentou a barreira dos preconceitos e publicou, em 1859, o romance Úrsula, considerado o primeiro romance abolicionista do Brasil e um dos primeiros escritos produzidos por uma mulher brasileira.
Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta dias de cruéis tormentos e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida passamos nessa sepultura até que abordamos as praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão, fomos amarrados em pé e, para que não houvesse receio de revolta, acorrentados como animais ferozes das nossas matas, que se levam para recreio dos potentados da Europa. Maria Firmina dos Reis,Úrsula.
Em 1887, Maria Firmina escreveu também um conto sobre o mesmo tema, "A Escrava". Em 1871, publicou a coletânea de poesias Cantos à beira-mar. Também colaborava com jornais literários .
Em 1880, fundou uma escola gratuita e mista, para meninos e meninas, o que causou escândalo no povoado de Maçaricó, em Guimarães. Afinal, a escola teve que ser fechada em menos de três anos.
Fonte: wikipédia

Um lugar de histórias e memórias. Neste ano tive a oportunidade de conhecer o Muquifu. Voltei encantada, apaixonada pelo que vi. Em novembro esperamos que tudo dê certo para Pe. Mauro nos visitar no Sarau do Terror, para a Roda de Conversa: a morte na literatura religiosa. Coloquem na agenda.
ResponderExcluirUm lugar de histórias e memórias. Neste ano tive a oportunidade de conhecer o Muquifu. Voltei encantada, apaixonada pelo que vi. Em novembro esperamos que tudo dê certo para Pe. Mauro nos visitar no Sarau do Terror, para a Roda de Conversa: a morte na literatura religiosa. Coloquem na agenda.
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