quarta-feira, 9 de março de 2011

Um brinde às mulheres

Na semana em que o Dia Internacional das Mulheres é comemorado, o LiteraSampa relembra alguns trechos especiais de algumas das damas da literatura brasileira que brindam nossos olhos e nossos corações com as mais lindas palavras. 

“A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada” (Lya Luft, O Ponto Cego, 1999)



"Toda a vida eu gostei do meu Amigo assim… assim bem grande; mas eu sempre pensei que ele gostava menor de mim. Não sei se porque eu era criança e ele não; ou se porque ele era um artista e eu não; só sei que quando ele falou de amor o meu coração pulou daquele jeito: será que então a gente se gostava igual? " (Lygia Bojunga, O Meu Amigo Pintor, 1984)





“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer.
Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida.
Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi.
E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito,
mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também.
Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”(Clarice Lispector, Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, 1998)

Você tem alguma sugestão de trecho? Deixe como comentário!

Edição 2011 da Feira de Troca de Livros começa pelo Parque Buenos Aires

Em 27 de março acontece a abertura da temporada 2011 da série itinerante de Feira de Troca de Livros e Gibis. O primeiro a receber o projeto é o Parque Buenos Aires, seguido pelos parques Lions Club Tucuruvi (10/04), Anhanguera (15/05), Lydia Natalízio Diogo (19/06),  Piqueri (17/07), Carmo (28/08); Independência (18/09), Jardim da Luz (23/10), Ibirapuera (27/11) e Raposo Tavares (11/12), que fecha a programação deste ano. 


A Feira de Troca de Livros e Gibis é um projeto da Secretaria Municipal de Cultura que procura transformar os parques em verdadeiras bibliotecas ao ar livre. Nela, estandes temáticos são disponibilizados e divididos nas categorias literatura, literatura infanto-juvenil, gibis e troca com a mesa. Neste último, o visitante poderá trocar um título que esteja na mesa e deixar outro no lugar. O intuito é que as mesas funcionem como pontos de encontro para os leitores de determinado gênero.  
    
A iniciativa é coordenada pelo Sistema Municipal de Bibliotecas e teve seu projeto piloto realizado em 2007, quando passou por três parques municipais reunindo cerca de 10 mil trocas. Em 2008 o projeto foi ampliado e desde então cerca de 25 mil pessoas já participaram do projeto e mais de 57 mil trocas de livros foram feitas. Só em 2010, quase 18 mil trocas foram realizadas. 



Para participar, a única recomendação é que os livros não sejam didáticos e que estejam em bom estado. Para os gibis não há restrição, serão bem-vindos exemplares de qualquer época.  



Esta é a primeira vez que a feira ocorre em dez parques, sendo que em 2008 e 2009 o projeto abarcava oito. As feiras têm indicação livre, são gratuitas e funcionam sempre das 10h às 15h. 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ecofuturo compartilha dicas para Leitura em voz alta*

Acomode as pessoas para que se sintam confortáveis.
Cuidado ao escolher o horário do encontro: barriga com fome não tem orelhas!
Divulgue o evento: cartazes, folhetos, boca-a-boca...
1- Prepare os textos que serão lidos
Faça marcas de orientação no texto ou na margem.
2- Faça um programa para a leitura e distribua-o na entrada
Informe o título dos textos, gêneros, autores e nacionalidades, tradutores, editoras e duração da leitura.
3- Prepare sua leitura (e leia) com o relógio na mão
Tempo máximo para cada trecho: 12 minutos. Quem ouve deve ficar com vontade de ouvir
mais.
4- Crie imagens mentais enquanto lê
Este é o grande mandamento do leitor público, porque, se você vê de verdade, dentro de si mesmo, o que lê, os ouvintes vão ver de verdade o que escutam, e sua leitura vai ser um verdadeiro cinema!!!
5- Cuide do lugar onde você vai se colocar para ler
Evite perturbações sonoras, como máquinas ligadas, banheiros muito próximos, vaivém de pessoas.
Escolha um fundo neutro, evitando quadros, cartazes, janelas... Cuide para que a iluminação não seja nem forte nem fraca demais.
6- A arrumação do local da leitura pública
O melhor é sempre um simpático semicírculo, arrumado num dos cantos da sala, perto do público.
7- Recepção do público
É você quem decide a hora de as pessoas entrarem. Entregue o programa. Se você vai ler para adolescentes ou crianças, faça-os entrar em grupos de no máximo dez de cada vez.
* Dicas adaptadas do roteiro de leitura pública elaborado por Maria Betânia Ferreira, da Pingo é Letra, para o Instituto Ecofuturo.
Fonte: Instituto Ecofuturo

“Vamos cuidar da vida” é o tema do 7º Concurso Cultural Ler é Preciso


O Instituto Ecofuturo lança a 7ª edição do Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso e convida mais de 70 mil escolas, além de bibliotecas e organizações sociais a incentivarem seus alunos e usuários a ler, refletir e escrever, de forma autoral, sobre os cuidados com a vida.
Os autores dos 60 textos mais originais e criativos ganharão uma coleção de clássicos da literatura e terão seus textos publicados em livro coletivo a ser lançado pelo Ecofuturo. Os três primeiros colocados de cada categoria também ganharão um notebook.
O objetivo do Instituto é saber, de fonte direta, o que pensam crianças e jovens de todo o País sobre aspectos da sustentabilidade no dia a dia. Podem participar estudantes do ensino fundamental I e II, Ensino Médio, EJA, professores, além de profissionais de biblioteca e educadores sociais. 
No site www.ecofuturo.org.br/concursocultural há todas as informações sobre como participar, além de uma biblioteca virtual com publicações, incluindo dois livros inéditos, que ajudam na reflexão sobre o tema. Os textos podem ser inscritos a partir de 1º de março.

Fonte: Ecofuturo Blog