Na semana em que o Dia Internacional das Mulheres é comemorado, o LiteraSampa relembra alguns trechos especiais de algumas das damas da literatura brasileira que brindam nossos olhos e nossos corações com as mais lindas palavras.
“A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada” (Lya Luft, O Ponto Cego, 1999)
"Toda a vida eu gostei do meu Amigo assim… assim bem grande; mas eu sempre pensei que ele gostava menor de mim. Não sei se porque eu era criança e ele não; ou se porque ele era um artista e eu não; só sei que quando ele falou de amor o meu coração pulou daquele jeito: será que então a gente se gostava igual? " (Lygia Bojunga, O Meu Amigo Pintor, 1984)
“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer.
Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida.
Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi.
E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito,
mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também.
Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”(Clarice Lispector, Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, 1998)
Você tem alguma sugestão de trecho? Deixe como comentário!



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Participe comentando!