Manhã chuvosa de 12 de março. Biblioteca repleta de jovens totalmente atentos e curiosos. A figura central desse encontro, Cláudia Janssen, conseguiu envolver o público, principalmente jovens dos cursos profissionalizantes da Fundação Heydenreich, com seu modo direto, dinâmico e acessível de falar. A autora do livro Tudo o que você precisa saber sobre anjos da Editora Universo, falou sobre suas experiências como leitora e escritora em um interessante diálogo.
Formação leitora
| O momento foi prestigiado por integrantes do IBEAC e a da organização Maria Flos Carmeli, que também fazem parte do LiteraSampa. |
Nasce a escritora
A partir das leituras, relações e experiências de vida, Cláudia começou a escrever na adolescência. O primeiro livro foi entregue a um amigo que viu o potencial na história e sumiu. Com o aprendizado Cláudia passou a registrar com antecedência as obras na Biblioteca Nacional antes de divulgá-las.
Contou sobre o processo de concepção do livro editado, cujo tempo de pesquisa foi de dois anos. O período de organização e escrita foi de oito meses de esforço de conciliação com as atividades profissionais e pessoais, muitas vezes de noite e madrugada. "Escrever livros é meu antiestresse", afirmou.
A procura por editoras foi relatada como experiência que exigiu grande persistência no envio do projeto e tolerância à frustração de receber diversas respostas negativas sem desistir. Depois de nove anos teve o retorno positivo e o processo de edição efetivamente começou com escolha de materiais, capa e solicitações de adequações pequenas. Cláudia aproveitou a oportunidade para falar aos jovens sobre as questões comerciais naturalmente inerentes ao processo possibilitando a comprensão desta como uma potencial área profissional.
Processo de criação infinito
Além da obra editada, Cláudia aguarda análise de outras duas, Lidando com o mal do século - O Stress e Anjo nosso de cada dia. Encontra-se também em duplo processo de criação dos livros Visões de um mendigo e Prisão sem grades. Os jovens mostraram grande sensibilidade ao ouvir seu relato sobre uma das entrevistas que fez com moradores de rua para contribuir com a obra, em que quer provocar a reflexão sobre as experiências do cotidiano dessas pessoas. "Alguém já imaginou o que eles veêm naquelas calçadas? Quais as imagens?" questionou a palestrante.
Debate produtivo
A todo momento era possível ver mãozinhas inquietamente levantadas para fazer perguntas que eram prontamente acolhidas por Cláudia. Os jovens queriam saber sobre a organização do tempo para escrever, como as ideias eram compostas na escrita e até mesmo procedimento de registro das obras, demonstrando que dali podem surgir outros autores.
Em determinado momento perguntou quem de verdade gostava de ler e foi surpreendida com o número de respostas positivas!
Ao final Cláudia Janssen emocionou-se ao ser presenteada com flores por Paula Shirlei, estudante da fundação e leitora do mês. Motivo de orgulho para Edson Janssen, filho de Cláudia e mediador da Biblioteca Dietmar Heydenreich. Há dúvidas que os livros estão no dia a dia dessa família?
Adorei conhecer o espaço e a biblioteca. Super legal o espaço de vocês. Foi um show de bola o debate com a escritora Claudia Maria Janssen, adorei, não só eu como meus colegas que estavam comigo. Agradeço em nome dos Escritureiros, e esperamos todos no Saral. Até.
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