quarta-feira, 16 de março de 2011

Fundação Heydenreich abre ciclo de Encontro com Autores do LiteraSampa

Manhã chuvosa de 12 de março. Biblioteca repleta de jovens totalmente atentos e curiosos. A figura central desse encontro, Cláudia Janssen, conseguiu envolver o público, principalmente jovens dos cursos profissionalizantes da Fundação Heydenreich, com seu modo direto, dinâmico e acessível de falar. A autora do livro Tudo o que você precisa saber sobre anjos da Editora Universo, falou sobre suas experiências como leitora e escritora em um interessante diálogo. 


Formação leitora
O momento foi prestigiado por integrantes do IBEAC
e a da organização Maria Flos Carmeli, 

que também fazem parte do LiteraSampa.
Cláudia contou aos jovens que os livros entraram naturalmente em sua vida, sempre como uma atividade prazerosa. Aos treze anos já havia lido toda a coleção de Jorge Amado e a professora da escola precisava adaptar o programa pois os livros recomendados já faziam parte de seu repertório. "Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dentes. Leis por vício, por dependência química" diz a autora que acredita que o livro escolhe o leitor.

Nasce a escritora
A partir das leituras, relações e experiências de vida, Cláudia começou a escrever na adolescência. O primeiro livro foi entregue a um amigo que viu o potencial na história e sumiu. Com o aprendizado Cláudia passou a registrar com antecedência as obras na Biblioteca Nacional antes de divulgá-las.
Contou sobre o processo de concepção do livro editado, cujo tempo de pesquisa foi de dois anos. O período de organização e escrita foi de oito meses  de esforço de conciliação com as atividades profissionais e pessoais, muitas vezes de noite e madrugada. "Escrever livros é meu antiestresse", afirmou.
A procura por editoras foi relatada como experiência que exigiu grande persistência no envio do projeto e tolerância à frustração de receber diversas respostas negativas sem desistir. Depois de nove anos teve o retorno positivo e o processo de edição efetivamente começou com escolha de materiais, capa e solicitações de adequações pequenas. Cláudia aproveitou a oportunidade para falar aos jovens sobre as questões comerciais naturalmente inerentes ao processo possibilitando a comprensão desta como uma potencial área profissional.

Processo de criação infinito
Além da obra editada, Cláudia aguarda análise de outras duas, Lidando com o mal do século - O Stress e Anjo nosso de cada dia. Encontra-se também em duplo processo de criação dos livros Visões de um mendigo e Prisão sem grades. Os jovens mostraram grande sensibilidade ao ouvir seu relato sobre uma das entrevistas que fez com moradores de rua para contribuir com a obra, em que quer provocar a reflexão sobre as experiências do cotidiano dessas pessoas. "Alguém já imaginou o que eles veêm naquelas calçadas? Quais as imagens?" questionou a palestrante.

Debate produtivo
A todo momento era possível ver mãozinhas inquietamente levantadas para fazer perguntas que eram prontamente acolhidas por Cláudia. Os jovens queriam saber sobre a organização do tempo para escrever, como as ideias eram compostas na escrita e até mesmo procedimento de registro das obras, demonstrando que dali podem surgir outros autores.
Em determinado momento perguntou quem de verdade gostava de ler e foi surpreendida com o número de respostas positivas!
Ao final Cláudia Janssen emocionou-se ao ser presenteada com flores por Paula Shirlei, estudante da fundação e leitora do mês. Motivo de orgulho para Edson Janssen, filho de Cláudia e mediador da Biblioteca Dietmar Heydenreich. Há dúvidas que os livros estão no dia a dia dessa família?

Um comentário:

  1. Adorei conhecer o espaço e a biblioteca. Super legal o espaço de vocês. Foi um show de bola o debate com a escritora Claudia Maria Janssen, adorei, não só eu como meus colegas que estavam comigo. Agradeço em nome dos Escritureiros, e esperamos todos no Saral. Até.

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