Indique um livro que você pegou emprestado numa bibloteca e que te marcou e escreva um comentário sobre ele. Postaremos algumas indicações na página principal do blog na próxima terça-feira.
Conte-nos:
Título:
Autor:
Tipo de biblioteca (pública, comunitária, universitária...):
Nome da biblioteca (se lembrar):
Resenha/comentário:
Seu nome (com link de facebook ou twitter, caso queira):
Vamos trocar dicas de leitura e ainda relembrar momentos bons nas bibliotecas?!
Para aquecer nossas lembranças literárias, um poema, do português, Pedro Mexia que além dos seis livros de poesia publicados, escreve o blog "Lei Seca".
Pó
Pedro Mexia, in "Duplo Império"
Nas estantes os livros ficam
(até se dispersarem ou desfazerem)
enquanto tudo
passa. O pó acumula-se
e depois de limpo
torna a acumular-se
no cimo das lombadas.
Quando a cidade está suja
(obras, carros, poeiras)
o pó é mais negro e por vezes
espesso. Os livros ficam,
valem mais que tudo,
mas apesar do amor
(amor das coisas mudas
que sussurram)
e do cuidado doméstico
fica sempre, em baixo,
do lado oposto à lombada,
uma pequena marca negra
do pó nas páginas.
A marca faz parte dos livros.
Estão marcados. Nós também.

Livro "O país do carnaval" de Jorge Amado.
ResponderExcluirPrecisava ler por uma solicitação da Faculdade de Turismo. Meu pai possui a coleção de Jorge Amado até a década de 1980, mas como queria iniciar logo a leitura, pedi para uma colega, Lígia Sabino, pegar emprestado na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima.
Segue um comentário que escrevi sobre o livro e compartilhei com colegas de curso.
A obra “O país do carnaval” impressiona, agrada, provoca , surpreende, angustia, convoca a mudanças. Perdoe-me o leitor, se conjugo os verbos para um sujeito indefinido. O fato é que me agradou, provocou-me, angustiou-me, convocou-me, por diferentes motivos.
- Sou leitora de Jorge Amado, mas não havia passado por sua primeira obra - “O país do carnaval”. Impressiona ler os escritos de um jovem rapaz de 19 anos, fazendo perguntas e reflexões profundas sobre a vida e o sentido de viver, sobre o presente e o futuro do seu país.
- Embora seja uma ficção, o autor nos apresenta o cenário político, social e econômico da década de 1930, bem como os conflitos dos jovens da época. Seus personagens (Paulo Rigger - um jovem baiano recém-retornado de Paris e seu grupo de amigos) expressam o pensamento de uma elite baiana ao criticarem o modelo político e econômico do país e seus atores principais.
- Nos diálogos, por vezes de forma explícita por outras nas entrelinhas, aparecem os preconceitos a um país multirracial, multiétnico, multicultural. Junto com a suposta alegria de matriz africana teríamos herdado a incompetência e “incivilidade”? A ingenuidade de Jerônimo? Em várias passagens os amigos derramam suas críticas aos “escritores mulatos”. O pensamento, o mundo das ideias, a escrita deveriam ser “brancos”?
- É importante lembrar que não se trata de uma obra sociológica, de uma análise conjuntural. É um romance! E o romance provoca angústias! Os diálogos à mesa do bar ou na casa de Pedro Ticiano - que com seu ceticismo, perda de visão e progressivo enfraquecimento concretizava a finitude humana – giravam em torno de questões existenciais, da busca pela felicidade duvidando de sua existência. Angustiante, também, deparar-se com as contradições humanas na repetição de gestos condenados, como bater numa mulher ou abandoná-la por não ser “virgem”; ou a alienação ou ideais capitalistas de A. Gomes.
- O livro se constitui num conjunto de diálogos incompletos quase que convocando a pensar, a multiplicar perguntas. Afinal: tudo é carnaval? Para quem? A quem serve esta imagem? À política do pão e circo? De qual lado ficamos? Há lados? Ficamos? Ou nossas ideias e ideais já estão de passagem comprada para embarcar com Paulo Rigger e ficar rogando pragas para que o Brasil não dê certo?
Bel Santos Mayer
Título: Cléo e Daniel
ResponderExcluirAutor: Roberto Freire
Tipo de biblioteca: Pública
Nome da biblioteca: biblioteca Afonso Schmidt (http://bpaschmidt.wordpress.com/)
Resenha/comentário: Um romance que ocorre em São Paulo e conta a história de um psiquiatra em crise pessoal e profissional. Conta a história da relação de Rudolf Flügel com Benjamin, a cafetina francesa Gabrielle e a relação de Rudolf com cada um dos personagens como Cléo,Daniel e Marcus. O Romance ocorre no final dos anos 60.
Edson Feitosa(http://www.facebook.com/edson.feitosa)
Título: O meu pé de laranja lima
ResponderExcluirAutor: José Mauro de Vasconcelos
Tipo de biblioteca: Comunitária
Nome da biblioteca: Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura
Resenha/ Comentário: A obra conta a história de um garoto de cinco anos chamado Zezé, e como diz logo na primeira página livro: se trata de uma “História de um meninozinho que um dia descobriu a dor...”. Zezé pertence a uma família pobre, muito numerosa e de pai desempregado, é um menino muito travesso, mas também inteligente e imaginativo: é cheio de sonhos. Com suas travessuras Zezé sempre acabava apanhando e como todo mundo lhe dissesse que ele não prestava que era afilhado do diabo, etc., ele acabava acreditando e, para se refugiar da vida sofrida e cheia de carências sociais e afetivas, Zezé começou uma amizade imaginária com o pé de Laranja Lima, que ficava no quintal de sua casa, o qual batizou de Minguinho/Xururuca. Contudo, Zezé consegue fazer algumas amizades entre elas a de um português o qual ele chama carinhosamente de Portuga.
Eduardo Alencar: (https://www.facebook.com/profile.php?id=100002770706225)
Título: A náusea
ResponderExcluirAutor: Jean-Paul Sartre
Tipo de biblioteca (pública, comunitária, universitária...): pública
Nome da biblioteca: Biblioteca Cassiano Ricardo
Resenha/comentário: Eu frequentei a Biblioteca Cassiano Ricardo do
meio para o final da minha adolescência. Um dia meu olhos tropeçaram num livro chamado "As palavras", autobiografia de um
filósofo francês, que logo nas primeiras páginas me despertou a
vontade de saber o que ele pensava e o que tinha escrito. Terminei
de ler este livro do Sartre e peguei "A náusea", talvez sua obra
literária mais significativa e leitura quase obrigatória para a
geração dos anos 40 a 70 para os jovens do séc. XX. Neste livro o
pensamento existencialista sartreano está posto no processo de desencantamento do protagonista Antoine Roquentin, um homem erudito e vai em direção ao furacão daquelas perguntas que podem nos enlouquecer. Foi primeiro êxtase literário.
Seu nome: Adriano Queiroz
Título: Admirável Mundo Novo
ResponderExcluirAutor: Aldous Huxley
Tipo de biblioteca: Biblioteca da Universidade Anhembi Morumbi - Campus Centro
Desde muito tempo tinha curiosidade de ler este livro devido ao fato de ser o livro favorito da cantora Pitty, que eu adoro, e ter sido usado como base para seu primeiro cd "Admirável Chip Novo".
Não me arrependi.
O livro fala sobre uma distopia, que é o oposto da utopia, que vislumbra um mundo onde os humanos são fabricados em laboratório, separados por castas, e suas atitudes totalmente pré-formuladas de modo que toda a sociedade mantenha o mesmo padrão e esteja totalmente sob controle dos administradores mundiais.
Apesar de já ser um livro conhecido dos movimentos anarquistas e anti-capitalistas em geral, é fascinante notar como o autor descreve, há 80 anos atrás, coisas que hoje nos parecem corriqueiras e não tão absurdas quanto se imaginavam que fossem no passado.
Leitura recomendada para quem curte temas como preservação ao meio ambiente, comportamento e ficção.
Boa leitura!
Seja "bem chegado" ao nosso grupo, Davi!
ExcluirEm tempos de Rio+20 e de certas incoerências... importante retomar leituras.
Agradecemos sua dica.
"Sejamos a mudança que queremos ver no mundo".
Título: Jogador Nº 1
ResponderExcluirAutor: Ernest Cline
Eu peguei emprestado do meu primo.
Resenha/comentário: O livro é muito bom para os gamers e para os que amam os anos 80. A filosofia contida nele fala sobre a fuga à realidade relacionada a um jogo/vida virtual chamado OASIS, no ano de 2044 o mundo vive uma de suas piores épocas e as pessoas buscam a fuga no mundo virtual. É lindo, emocionante.
Paula Soratto.